sábado, 26 de abril de 2014

Gostei

Bling Ring: A gangue de Hollywood
 
 
 
 
A gangue da Bling Ring queria fama. Jovens que cresceram assistindo reality shows e em uma cultura dominada pelo consumismo, pela ideia de que qualquer um pode ser famoso.

Baseada em evento reais, a história narra o que aconteceu entre 2008 e 2009, quando várias casas de famosos de Hollywood foram assaltadas e o prejuízo total foi de quase três milhões de dólares.

Quando comprei o livro no ano passado ele estava numa promoção e o filme havia acabado de estrear. Ouvi muitos comentários negativos a respeito do filme e decidi que iria vê-lo depois que lesse o livro. O que só fiz agora. Estava adiando a leitura, achando que não iria gostar, porque depois descobri que não era um romance, mas Nancy Jo Sales me surpreendeu. Consegui entender o que atraiu Sofia Coppola para a história desses delinquentes juvenis.

No livro, Nancy conta a história da Bling Ring principalmente pelo ponto de vista dos três participantes com quem conseguiu conversar: Nick, Alexis e Courtney. Enquanto relata essas entrevistas, Nancy tenta responder à pergunta: “Por que eles roubaram essas celebridades?”.

O livro traz uma reflexão sobre como a mídia e a sociedade vem alienando os nossos jovens e como as coisas pioraram com a internet. Nick pesquisava o endereço das celebridades que iriam roubar no Google e através do twitter e do TMZ (principal site de fofocas sobre os famosos) eles sabiam de cada passo delas e quando elas estariam fora para que eles pudessem entrar em suas casas desprotegidas. As celebridades não usavam alarme e a própria Paris Hilton era burra a ponto de guardar a chave embaixo do tapete. No facebook postavam fotos e vídeos das festas que frequentavam com as roupas e acessórios roubados, muitas vezes as próprias vítimas estavam nessas mesmas festas.
 
 

Durante a entrevista, Nick se mostrou arrependido das coisas que fez (ele inclusive havia devolvido vários itens roubados) e que fizera tudo pela amiga Rachel, ela era fascinada pelas celebridades e era quem escolhia os alvos. O garoto contou que sofria de baixa autoestima e que Rachel fora a primeira pessoa com quem fizera amizade na escola nova (ele fora expulso da anterior). Ele admirava muito a garota e fazia tudo o que ela pedia. Ele disse que Rachel queria ter o estilo de vida daquelas pessoas famosas, então tinha que vestir o que elas vestiam, usar o que elas usavam.

Alexis se fez de vítima em todas as entrevistas. Afirmou que na noite que participou do roubo pela qual estava sendo acusada, estava completamente bêbada e não tinha consciência das suas ações. Disse que fora enganada por Nick, mesmo o garoto afirmando que ela sabia bem o que estava fazendo. Ela dizia que era budista e que acreditava que tinha uma lição a aprender com tudo o que estava passando e que tinha nascido para ser uma líder e fazer algo importante para as pessoas.

No fim, Nick foi acusado e sentenciado à cumprir dois anos na prisão. A pena de Rachel foi mais severa, de quatro anos. Alexis ficou presa apenas durante 28 dias e quando saiu, começou a filmar seu reality show chamado “Pretty Wild”.

No livro ficou bem claro que a intenção da Nancy era escancarar para a sociedade o que a fama e todos esses reality shows estão fazendo com a cabeça dos jovens. A alienação é tanta que eles não pensam que podem ser presos pelo que fazem. Quando são indiciados estão mais preocupados com a forma de usar a Bling Ring para alcançar a fama do que com a sentença em si. Quem não entendeu o filme, sugiro que leia o livro que é um verdadeiro tapa na cara da sociedade.


-X-


Quem é Você, Alasca?
(Sem spoilers)




O último livro que li foi o primeiro escrito pelo John Green: “Quem é você, Alasca?”. A história é narrada por Miles, um garoto que gosta de colecionar as últimas palavras ditas por famosos e depois de ler sobre François Rabelais saí em busca de “um grande talvez”, uma mudança na sua vida. Ele vai para um colégio interno, o mesmo onde seu pai estudou. Não tinha amigos na sua antiga escola, mas acaba fazendo amizade com seu colega de quarto o “general” e com a menina Alasca. O que é legal na história é que ao invés de capítulos, o livro é dividido em uma espécie de contagem regressiva até um grande acontecimento que quando li, confesso que tive vontade de jogar o livro na parede, só não o fiz porque amo e cuido muito dos meus livrinhos... Estava com muito medo de me decepcionar com este livro, como aconteceu com “O Teorema Katherine” que todo mundo que eu vi que tinha lido tinha gostado, mas eu não. Graças a Deus eu estava errada e ele foi tão divertido quanto “Cidades de Papel” e tão triste quanto “A Culpa é das Estrelas”.  Ah, e a Alasca não  é como essas meninas bobinhas que estamos acostumadas a ler nos romances adolescentes e o Miles é aquele tipo de “nerd, mas legal” que estamos familiarizados a encontrar nos livros do Green. Leia, mesmo que não tenha gostado dos outros livros do autor, esse vale muito à pena.



-X-

Divergente

Ontem 26/04, fui ao cinema assistir à tão esperada adaptação de Divergente. Fui com muito medo, pois algumas pessoas que leram o livro disseram que mudaram o final e eu pensei: "Será que vai ser a mesma decepção que tive com Cidade dos Ossos?". Mas graças a Deus não foi assim! Apesar de algumas mudanças que acrescentaram e não estragaram a história do livro, eles conseguiram superar as minhas expectativas de fã. Foi uma das melhores adaptações que já vi e fiquei muito satisfeita, inclusive com a atuação dos atores. O que me deixa triste é saber que o final dessa saga maravilhosa deixa um pouco a desejar...


Li o livro há dois anos, depois de terminar a trilogia de Jogos Vorazes. Apesar de algumas semelhanças entre os enredos, as duas sagas são muito diferentes em vários aspectos. Muitos consideram Insurgente, segundo livro da saga, muito parecido com A Esperança que é o último da saga de Jogos Vorazes. Já Convergente, é daqueles livros que você ama ou odeia. Eu odiei, mas tem gente que gostou, então é melhor você ler e tirar a sua própria conclusão. As gravações de Insurgente começam dia 27 de maio.


Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

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