Bling Ring: A gangue de Hollywood
A
gangue da Bling Ring queria fama. Jovens que cresceram assistindo reality shows
e em uma cultura dominada pelo consumismo, pela ideia de que qualquer um pode ser
famoso.
Baseada
em evento reais, a história narra o que aconteceu entre 2008 e 2009, quando várias
casas de famosos de Hollywood foram assaltadas e o prejuízo total foi de quase
três milhões de dólares.
Quando
comprei o livro no ano passado ele estava numa promoção e o filme havia acabado
de estrear. Ouvi muitos comentários negativos a respeito do filme e decidi que
iria vê-lo depois que lesse o livro. O que só fiz agora. Estava adiando a leitura,
achando que não iria gostar, porque depois descobri que não era um romance, mas
Nancy Jo Sales me surpreendeu. Consegui entender o que atraiu Sofia Coppola
para a história desses delinquentes juvenis.
No
livro, Nancy conta a história da Bling Ring principalmente pelo ponto de vista
dos três participantes com quem conseguiu conversar: Nick, Alexis e Courtney.
Enquanto relata essas entrevistas, Nancy tenta responder à pergunta: “Por que
eles roubaram essas celebridades?”.
O
livro traz uma reflexão sobre como a mídia e a sociedade vem alienando os
nossos jovens e como as coisas pioraram com a internet. Nick pesquisava o
endereço das celebridades que iriam roubar no Google e através do twitter e do
TMZ (principal site de fofocas sobre os famosos) eles sabiam de cada passo
delas e quando elas estariam fora para que eles pudessem entrar em suas casas
desprotegidas. As celebridades não usavam alarme e a própria Paris Hilton era
burra a ponto de guardar a chave embaixo do tapete. No facebook postavam fotos e
vídeos das festas que frequentavam com as roupas e acessórios roubados, muitas
vezes as próprias vítimas estavam nessas mesmas festas.
Durante
a entrevista, Nick se mostrou arrependido das coisas que fez (ele inclusive
havia devolvido vários itens roubados) e que fizera tudo pela amiga Rachel, ela
era fascinada pelas celebridades e era quem escolhia os alvos. O garoto contou
que sofria de baixa autoestima e que Rachel fora a primeira pessoa com quem
fizera amizade na escola nova (ele fora expulso da anterior). Ele admirava
muito a garota e fazia tudo o que ela pedia. Ele disse que Rachel queria ter o
estilo de vida daquelas pessoas famosas, então tinha que vestir o que elas
vestiam, usar o que elas usavam.
Alexis
se fez de vítima em todas as entrevistas. Afirmou que na noite que participou
do roubo pela qual estava sendo acusada, estava completamente bêbada e não
tinha consciência das suas ações. Disse que fora enganada por Nick, mesmo o
garoto afirmando que ela sabia bem o que estava fazendo. Ela dizia que era
budista e que acreditava que tinha uma lição a aprender com tudo o que estava
passando e que tinha nascido para ser uma líder e fazer algo importante para as
pessoas.
No
fim, Nick foi acusado e sentenciado à cumprir dois anos na prisão. A pena de
Rachel foi mais severa, de quatro anos. Alexis ficou presa apenas durante 28
dias e quando saiu, começou a filmar seu reality show chamado “Pretty Wild”.
No livro ficou bem claro que a intenção da Nancy era
escancarar para a sociedade o que a fama e todos esses reality shows estão
fazendo com a cabeça dos jovens. A alienação é tanta que eles não pensam que
podem ser presos pelo que fazem. Quando são indiciados estão mais preocupados
com a forma de usar a Bling Ring para alcançar a fama do que com a sentença em
si. Quem não entendeu o filme, sugiro que leia o livro que é um verdadeiro tapa
na cara da sociedade.
-X-
Quem é Você, Alasca?
(Sem spoilers)
O último livro que li foi o primeiro escrito pelo John
Green: “Quem é você, Alasca?”. A história é narrada por Miles, um garoto que
gosta de colecionar as últimas palavras ditas por famosos e depois de ler sobre
François Rabelais saí em busca de “um grande talvez”, uma mudança na sua vida.
Ele vai para um colégio interno, o mesmo onde seu pai estudou. Não tinha amigos
na sua antiga escola, mas acaba fazendo amizade com seu colega de quarto o “general”
e com a menina Alasca. O que é legal na história é que ao invés de capítulos, o
livro é dividido em uma espécie de contagem regressiva até um grande
acontecimento que quando li, confesso que tive vontade de jogar o livro na
parede, só não o fiz porque amo e cuido muito dos meus livrinhos... Estava com
muito medo de me decepcionar com este livro, como aconteceu com “O Teorema
Katherine” que todo mundo que eu vi que tinha lido tinha gostado, mas eu não.
Graças a Deus eu estava errada e ele foi tão divertido quanto “Cidades de Papel”
e tão triste quanto “A Culpa é das Estrelas”. Ah, e a Alasca não é como essas meninas bobinhas que estamos
acostumadas a ler nos romances adolescentes e o Miles é aquele tipo de “nerd,
mas legal” que estamos familiarizados a encontrar nos livros do Green. Leia,
mesmo que não tenha gostado dos outros livros do autor, esse vale muito à pena.
-X-
Divergente
Ontem 26/04, fui ao cinema assistir à tão esperada adaptação de Divergente. Fui com muito medo, pois algumas pessoas que leram o livro disseram que mudaram o final e eu pensei: "Será que vai ser a mesma decepção que tive com Cidade dos Ossos?". Mas graças a Deus não foi assim! Apesar de algumas mudanças que acrescentaram e não estragaram a história do livro, eles conseguiram superar as minhas expectativas de fã. Foi uma das melhores adaptações que já vi e fiquei muito satisfeita, inclusive com a atuação dos atores. O que me deixa triste é saber que o final dessa saga maravilhosa deixa um pouco a desejar...
Li o livro há dois anos, depois de terminar a trilogia de Jogos Vorazes. Apesar de algumas semelhanças entre os enredos, as duas sagas são muito diferentes em vários aspectos. Muitos consideram Insurgente, segundo livro da saga, muito parecido com A Esperança que é o último da saga de Jogos Vorazes. Já Convergente, é daqueles livros que você ama ou odeia. Eu odiei, mas tem gente que gostou, então é melhor você ler e tirar a sua própria conclusão. As gravações de Insurgente começam dia 27 de maio.
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação,
Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como
ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que
passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que
determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela
que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o
previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela
realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela
mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a
sociedade supostamente ideal em que vive.




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