terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Battle Royale (Koushum Takami)


O livro foi lançado em 1999 e o sucesso de vendas no Japão foi tão grande que acabou sendo adaptado para o cinema em 2000 e posteriormente para um mangá.
Não lembro de ter lido algo da Literatura Japonesa antes, exceto alguns mangás, mas a comparação com Jogos Vorazes era tanta que tive que ler Battle Royale para saber se era mesmo tão parecido a ponto dos fãs do livro japonês acusarem Collins de plágio.
A distopia se passa num país totalitário onde o governo criou uma espécie de programa onde uma turma do nono ano é escolhida aleatoriamente para participar. Essa turma é enviada para um lugar onde os estudantes são obrigados a lutar entre si até que reste somente um sobrevivente. Isso soa familiar? Mas as semelhanças com Jogos Vorazes param por aí, apesar da premissa ser a mesma de Jogos Vorazes, a história toma um rumo diferente.
A narrativa é em terceira pessoa e sob o ponto de vista de vários dos 42 alunos. O autor nos apresenta o personagem, fala um pouco sobre ele e quando você começa a criar empatia, ele mata o personagem. A morte é bem descritiva, narra nos mínimos detalhes o que causou a morte da pessoa e quanto tempo a ela ficou agonizando até morrer. Outra coisa que faz esse jogo ser ainda mais cruel é que como se trata de uma turma de escola, os alunos são obrigados a lutar contra seus melhores amigos, amigos de infância e até namorados. As regras também são bem rígidas, não deixando escapatória.
Em Jogos Vorazes, o principal objetivo do governo com o jogo é punir os distritos pela rebelião e entreter as pessoas com a transmissão do evento. Em Battle Royale, o jogo não é transmitido pela TV, apenas o governo conhece quem, quando e onde será o próximo jogo. Apenas o ganhador é apresentado na TV quando o jogo acaba. O principal objetivo do programa é mostrar para as pessoas que elas não devem confiar em ninguém, nem no seu melhor amigo, evitando assim que se formem grupos onde as pessoas pensem e troquem ideias  contra o governo. Até o rock é probido.
No livro, a turma escolhida para participar do programa está indo para uma excursão e durante o trajeto de ônibus, eles são drogados. Quando acordam, estão numa escola em uma ilha que foi esvaziada especialmente para o programa. Eles têm uma coleira no pescoço que serve para rastreá-los, escutá-los e se tentarem fugir ou tirar a coleira, ela explode. Cada um recebe um kit de sobrevivência contento água, pão, um mapa, uma bússola e uma arma que varia e pode ser desde uma metralhadora até um garfo de cozinha.
A cada seis horas é anunciado quem morreu e quais os quadrantes proibidos. Esses quadrantes estão no mapa que eles receberam e se eles estiverem em um quadrante proibido, a coleira explode. É uma forma bem útil de obrigar os jogadores a se movimentarem. E se passar 24 horas sem nenhuma morte, todos morrem e ninguém ganha.

Se Suzanne Collins plagiou Battle Royale eu não sei, mas Katniss e Peeta não teriam a menor chance de vencer esse jogo. 


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Tag - Alfabeto Literário

A Thayla postou essa tag no blog dela Meus Livros, Meu Mundo e eu roubei pra mim, hehe. A tag se chama Alfabeto Literário (ou Abecedário Literário), essa tag consiste em alguém te falar cinco letras (peguei as que ela citou) e ter que escolher um livro para cada letra dada. Artigos não contam (exemplo: A Seleção, apenas o Seleção vale). Me indicaram as seguintes letras: A, E, I, O, U.


Letra A:

Alice no país da maravilhas (Lewis Carroll)
 
 

Letra E:

A Esperança (Suzanne Collins)
 
 

Letra I:

Ilíada (Homero)
 
 
 

Letra O:

Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
 
 

Letra U:

O Uraguai (Basílio da Gama)
 
 

 

Bem não vou marcar ninguém para fazer essa tag, mas se alguém quiser fazer, pode usar as letras: C, G, M, P, T. Ok? Bjs



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Maze Runner – Correr ou Morrer (James Dashner)


Vou dividir o post em duas partes. Numa vou falar do livro sem spoilers. Na segunda, vou dar minha opinião sobre o filme, fazendo uma comparação livro x filme. Li o livro no final do ano passado e já li toda a série. Mas vou me focar apenas ao primeiro que reli para lembrar os detalhes que tinha esquecido.

 

Sobre o livro (sem spoilers):

O primeiro livro da série começa com Thomas acordando numa caixa que é uma espécie de elevador. Ele não se lembra de nada da sua vida, só sabe seu nome. Quando a caixa pára e é aberta, ele descobre que foi mandado para viver numa espécie de acampamento com outros garotos mais ou menos da sua idade. Todos com a mesma falta de memória e apenas a lembrança do primeiro nome. Eles não sabem por que estão ali, só que suprimentos são enviados pela caixa toda semana e que chega um garoto novo a cada mês. Thomas é curioso e começa a questionar tudo, até descobrir que ao redor do acampamento em que vivem e que chamam de Clareira, há um labirinto. A clareira é rodeada por muros com uma altura a perder de vista e em cada uma das quatro extremidades há uma abertura que se abre ao amanhecer e se fecha ao anoitecer. Thomas fica aterrorizado ao descobrir que quando os muros se fecham à noite, monstros saem para o labirinto. Apesar de não saberem qual o motivo de estarem lá, os garotos tem esperanças de achar uma saída, por isso toda a manhã, mandam um grupo de corredores para o labirinto, mapear e observar o mínimo sinal que pode lhes dar uma pista de como escapar dali. Thomas não entende por que, mas tem certeza de que foi mandado para lá para ser um corredor e achar a saída.

Um dia depois da sua chegada, eles recebem mais uma pessoa pela caixa, uma garota, com ela o bilhete que diz que ela é a última. Thomas descobre que a garota se chama Teresa e que eles têm uma conexão, o que acaba despertando a desconfiança dos outros clareanos, pois tudo começou a mudar depois da sua chegada.
A história é cheia de ação e mistério. Nos sentimos tão perdidos quanto Thomas que é o narrador e protagonista da história. Quando o livro chega ao final e descobrimos o que por trás de toda a história do labirinto, não há como não sair correndo pra ler o próximo livro.



Livro X Filme (Spoilers)
 

 

Todo mundo já sabe que o filme é um sucesso e que as críticas estão sendo boas. Eu sabia que mudanças haviam sido feitas e já estava preparada para elas. Mas vamos ver as principais:

A ausência da telepatia entre o Thomas e a Teresa: Realmente não teve isso no filme, mas foi bem mostrada a conexão entre os dois através dos sonhos e depois das lembranças deles.

A chuva na clareira: Eu sei que no livro não chove, mas não acho que isso tenha feito alguma diferença no filme.

O buraco dos verdugos: Realmente ia ser estranho se fizessem como no livro, invisível e tal, acho que ficou bem daquele jeito.

O código do labirinto: Eles tinham pouco tempo para trabalhar com o labirinto no filme, então achei boa a troca das palavras pelos números das áreas. Também foi algo que não prejudicou a história.

A atuação dos atores: Eu gostei da atuação de todos eles e talvez tenha faltado um pouco de ênfase na história de cada clareano, mas é algo que pode ser trabalhado na sequência do filme.

Resumindo, como já disse antes, eu amei o filme e amei as mudanças. Quem está reclamando é porque não está acostumado a assistir adaptações e não sabe diferenciar uma adaptação boa de uma ruim.

O filme nunca será igual ao livro, o máximo que podemos esperar é que não estraguem a história ou as suas sequências e claro, que tenha as nossas cenas favoritas e nisso o diretor do filme, Wes Ball, acertou em cheio!

Que venha “Prova de Fogo” dia 18/09/2015!

sábado, 13 de setembro de 2014

O Jogo Infinito (James Dashner)


 
A história é narrada em terceira pessoa pelo Michael e se passa no futuro onde existe uma espécie de rede social chamada VirtNet. As pessoas passam horas dentro dessa rede social que é uma mistura da vida real e jogos de computador. Quando você está lá dentro você pode fazer de tudo: comer, namorar, dormir e até morrer.

Michael é um hacker e ele quer chegar no nível mais alto da VirtNet, pra isso ele contas com a ajuda de seus amigos Sarah e Bryson para modificar o código e conseguir burlar o sistema para chegar mais rápido ao nível avançado.

Em uma das etapas desse jogo, ele precisa impedir uma garota de se atirar num abismo, mas ele não consegue. Mais tarde, ele está atravessando um beco para voltar pra casa e é raptado por um grupo de pessoas que o levam até uma sede. Lá ele descobre que essas pessoas são da SSV, uma espécie de polícia da VirtNet e eles pedem a ajuda de Michael para encontrar um terrorista chamado Kaine que está prendendo pessoas dentro da VirtNet e provocando sua morte cerebral no mundo real. Caso não colabore, ele perderá seu acesso à VirtNet e pode até ser preso.

Michael acaba aceitando a proposta e embarca em vários perigos junto com seus amigos para encontrar Kaine.

Ah, uma coisa importante é que dentro desse jogo além dos seres humanos, existem seres humanos criados pelo programa que são chamados de tangentes.

O livro é muito bom e me lembrou Correr ou morrer, porque o James tem essa capacidade de deixar os leitores no final do livro loucos pelo próximo. E ele te prende de uma forma que você passa a história toda questionando o que é real e o que não é, e no fim, acaba se surpreendendo.

 

 

 

 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Puros – horrores que não podem ser esquecidos


Puros tinha tudo para ser mais uma distopia como as outras, não fosse a criatividade e audácia da sua autora.
Julianna Baggot usou como cenário para a sua história um mundo destruído pelos efeitos de uma explosão nuclear. Como resultado, além dos recursos necessários para a sobrevivência humana terem sido quase extinguidos, os seres humanos acabaram mortos ou quase isso, fundidos com coisas ou outros seres.
Os únicos que escaparam intactos são aqueles que estavam no Domo (uma espécie de abrigo) na hora da catástrofe. Essas pessoas são chamadas de Puros e aqueles que vivem fora dele são os miseráveis.
A história é contada em terceira pessoa e sob vários pontos de vista. Mas os personagens principais são Préssia e Patridge.
Préssia vive fora do Domo, tem a cabeça de uma boneca fundida em uma das mãos e cicatrizes de queimadura no rosto. Vive com seu avô nos fundos de um prédio que era uma barbearia.  Ela teme o dia que fará 16 anos que é a idade em que a OBR, uma espécie de grupo revolucionário, busca os adolescentes para aprender a lutar ou se forem incapazes, são mortos.
Nesse meio tempo, ela acaba conhecendo Bradwell que é fundido com pássaros nas costas e se torna o melhor amigo de Préssia.
Patridge vive no Domo e é filho de um dos seus governantes e o homem responsável pela confecção das bombas que destruíram a Terra. Ele não consegue se encaixar na sociedade do Domo e após descobrir que sua mãe pode estar viva, foge para procurá-la.
É quando ele conhece Préssia que juntamente com Bradwell, o ajuda a procurar a mãe.
Durante a leitura, começamos a questionar quem de fato são os Puros que dão título ao livro, pois muitos personagens da história podem ser puros por não ter nenhuma fusão no corpo, mas suas mentes são cruéis.
A escritora não poupa detalhes e narra minuciosamente todas as anomalias físicas dos personagens de forma nua e crua, o que torna a história ainda mais interessante.
Mas serve para refletirmos sobre os efeitos das armas nucleares e para não esquecermos os horrores causados pelas bombas em Hiroshima e Nagasaki.
 
 
 
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Proibido (Tabitha Suzuma)


 
Esse era um dos livros que eu queria ler, mas que ainda não haviam lançado no Brasil e não havia uma boa tradução na internet. O livro original “Forbidden” foi lançado em 2010 no Reino unido e rendeu vários prêmios para a autora Tabitha Suzuma. É um YA (jovem-adulto como chamam por aqui), mas não é como os outros livros do gênero que estamos acostumados, embora seja um romance e um drama, o que difere dos outros do tipo é que os protagonistas são irmãos. Não irmãos adotivos ou que foram criados separados e se apaixonam sem saber que são do mesmo sangue. Lochan e Maya são irmãos consanguíneos e foram criados juntos.

Lochan tem dezessete anos e é o mais velho de cinco irmãos: Maya de 16, Kit de 13, Tiffin de 8 e Willa de 5. Eles foram abandonados pelo pai há 5 anos e como a mãe se tornou alcóolatra e uma “turista” em casa (já que passa o tempo todo com o namorado), desde cedo Lochan e Maya assumiram a responsabilidade da casa e de criar os irmãos mis novos.

Lochan tem problemas em socializar com pessoas que não são da família e pensamentos depressivos, mas é inteligente e tira ótimas notas. Maya é o seu porto seguro, é ela quem o acalma em suas crises e o impede de perder o controle de si mesmo: “O corpo humano precisa de um fluxo constante de alimentos, ar e amor para sobreviver. Sem Maya eu perco os três. Morro lentamente."

Maya é extrovertida, mas não se abre totalmente com as pessoas. Lochan é o único que a conhece totalmente e é seu melhor amigo.

É difícil deixar os preconceitos de lado e não julgá-los, mas a autora nos faz questionar o tempo todo o que é certo e o que é errado. Maya e Lochan têm consciência o tempo todo de que estão cometendo um crime aos olhos da sociedade e isso torna tudo ainda mais doloroso para os dois. Mas eles não conseguem não sentir ou achar que é errado o que sentem: “No fim do dia, é tudo sobre o quanto você aguenta, o quanto você pode suportar. Se juntos vamos prejudicar alguém, separados vamos matar nós mesmos."

Na luta diária para criar os irmãos e impedir que sejam separados pelo conselho tutelar e na luta para entender e conviver com seus sentimentos, Maya e Lochan caminham para um fim triste, mas inevitável. Confesso que quando conheci o temperamento de Lochan, já entendi como o relacionamento deles estava fadado a terminar.

Não digo que sou a favor do incesto, mas consigo entender um pouco do que aconteceu com os dois. Minha religião, que é baseada na reencarnação, também me permite compreender que uma situação dessas não é impossível de acontecer. Essa foi a intenção da Tabitha, fazer as pessoas questionarem seus conceitos e não julgar os fatos sem antes conhecer a situação.

"Mas então por que é tão terrível para mim estar com a garota que eu amo? Todos os outros têm permissão para ficar com quem quiserem, expressar seu amor se quiserem, sem medo de assédio, ostracismo, perseguição ou até mesmo da lei. Mesmo emocionalmente abusivas, as relações adúlteras são muitas vezes toleradas, apesar do dano que causam aos outros. Em nossa sociedade, progressiva e permissiva, todos esses tipos nocivos e insalubres de 'amor' são permitidos - mas não o nosso. Não consigo pensar em nenhum outro tipo de amor que seja tão completamente rejeitado, mesmo que o nosso seja tão profundo, apaixonado, carinhoso e forte que nos obrigar a nos separar nos causaria uma dor inimaginável. Nós estamos sendo punidos pelo mundo por apenas uma razão simples: por termos sido produzidos pela mesma mulher."

Abaixo, um vídeo da autora falando sobre o livro:

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Livros em pré-venda: Comprar ou não? Eis a questão...

Eu não tenho o hábito de comprar livros em pré-venda, mas sou humana e vez ou outra eu caio em tentação. No início desse ano eu fiz a minha primeira compra antes do lançamento: "Convergente". O livro estava previsto para ser lançado no início de Março e fiz a compra em Janeiro. Não sei porque motivo a Rocco resolveu antecipar o lançamento para o final de Fevereiro e eu e muita gente que tinha comprado na pré-venda "ficou a ver navios" enquanto os outros compravam nas lojas físicas e nós tínhamos que esperar a transportadora entregar nossos exemplares. Prometi a mim mesma que nunca mais faria isso, mas quebrei a promessa quando a Editora Valentina anunciou que "Proibido" estava em pré-venda. Eu estava esperando pelo livro há um ano, desde quando a editora anunciou que havia comprado os direitos para tradução, então apostei tudo e comprei quase dois meses antes do lançamento. Para minha felicidade dessa vez eu acertei e o livro chegou uma semana antes do lançamento previsto para 25/08.
Outra coisa que nos dá receio é a questão dos preços que vão reduzindo conforme se aproxima a data de lançamento. Por isso às vezes é melhor segurar um pouco a ansiedade e esperar uma data mais próxima do lançamento para comprar o livro e assim pagar mais barato.
Ainda continuo com o pé atrás e achando que é um verdadeiro "tiro no escuro" comprar na pré-venda, mas às vezes vale à pena arriscar. E vocês o que acham? Compram e recomendam comprar os livros em pré-venda? Se vocês tem alguma experiência negativa ou positiva como a minha compartilhem nos comentários.