O livro foi lançado em 1999 e o
sucesso de vendas no Japão foi tão grande que acabou sendo adaptado para o
cinema em 2000 e posteriormente para um mangá.
Não lembro de ter
lido algo da Literatura Japonesa antes, exceto alguns mangás, mas a comparação
com Jogos Vorazes era tanta que tive que ler Battle Royale para saber se era
mesmo tão parecido a ponto dos fãs do livro japonês acusarem Collins de plágio.
A distopia se passa
num país totalitário onde o governo criou uma espécie de programa onde uma turma
do nono ano é escolhida aleatoriamente para participar. Essa turma é enviada
para um lugar onde os estudantes são obrigados a lutar entre si até que reste
somente um sobrevivente. Isso soa familiar? Mas as semelhanças com Jogos
Vorazes param por aí, apesar da premissa ser a mesma de Jogos Vorazes, a história
toma um rumo diferente.
A narrativa é em
terceira pessoa e sob o ponto de vista de vários dos 42 alunos. O autor nos
apresenta o personagem, fala um pouco sobre ele e quando você começa a criar
empatia, ele mata o personagem. A morte é bem descritiva, narra nos mínimos
detalhes o que causou a morte da pessoa e quanto tempo a ela ficou agonizando
até morrer. Outra coisa que faz esse jogo ser ainda mais cruel é que como se
trata de uma turma de escola, os alunos são obrigados a lutar contra seus
melhores amigos, amigos de infância e até namorados. As regras também são bem
rígidas, não deixando escapatória.
Em Jogos Vorazes, o
principal objetivo do governo com o jogo é punir os distritos pela rebelião e
entreter as pessoas com a transmissão do evento. Em Battle Royale, o jogo não é
transmitido pela TV, apenas o governo conhece quem, quando e onde será o
próximo jogo. Apenas o ganhador é apresentado na TV quando o jogo acaba. O
principal objetivo do programa é mostrar para as pessoas que elas não devem
confiar em ninguém, nem no seu melhor amigo, evitando assim que se formem
grupos onde as pessoas pensem e troquem ideias contra o governo. Até o rock é probido.
No livro, a turma
escolhida para participar do programa está indo para uma excursão e durante o
trajeto de ônibus, eles são drogados. Quando acordam, estão numa escola em uma
ilha que foi esvaziada especialmente para o programa. Eles têm uma coleira no
pescoço que serve para rastreá-los, escutá-los e se tentarem fugir ou tirar a
coleira, ela explode. Cada um recebe um kit de sobrevivência contento água, pão,
um mapa, uma bússola e uma arma que varia e pode ser desde uma metralhadora até
um garfo de cozinha.
A cada seis horas é
anunciado quem morreu e quais os quadrantes proibidos. Esses quadrantes estão no
mapa que eles receberam e se eles estiverem em um quadrante proibido, a coleira
explode. É uma forma bem útil de obrigar os jogadores a se movimentarem. E se
passar 24 horas sem nenhuma morte, todos morrem e ninguém ganha.
Se Suzanne Collins
plagiou Battle Royale eu não sei, mas Katniss e Peeta não teriam a menor chance
de vencer esse jogo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário