A Thayla postou essa tag no blog dela Meus Livros, Meu Mundoe eu roubei pra mim,
hehe. A tag se chama Alfabeto Literário (ou Abecedário Literário), essa tag
consiste em alguém te falar cinco letras (peguei as que ela citou) e ter que
escolher um livro para cada letra dada. Artigos não contam (exemplo: A Seleção,
apenas o Seleção vale). Me indicaram as seguintes letras: A, E, I, O, U.
Letra A:
Alice no país da
maravilhas (Lewis Carroll)
Letra E:
A Esperança (Suzanne
Collins)
Letra I:
Ilíada (Homero)
Letra O:
Orgulho e Preconceito
(Jane Austen)
Letra U:
O Uraguai (Basílio da
Gama)
Bem não vou marcar ninguém
para fazer essa tag, mas se alguém quiser fazer, pode usar as letras: C, G, M,
P, T. Ok? Bjs
Vou dividir o post em duas partes.
Numa vou falar do livro sem spoilers. Na segunda, vou dar minha opinião sobre o
filme, fazendo uma comparação livro x filme. Li o livro no final do ano passado
e já li toda a série. Mas vou me focar apenas ao primeiro que reli para lembrar
os detalhes que tinha esquecido.
Sobre o livro (sem
spoilers):
O primeiro livro da série
começa com Thomas acordando numa caixa que é uma espécie de elevador. Ele não se
lembra de nada da sua vida, só sabe seu nome. Quando a caixa pára e é aberta,
ele descobre que foi mandado para viver numa espécie de acampamento com outros
garotos mais ou menos da sua idade. Todos com a mesma falta de memória e apenas
a lembrança do primeiro nome. Eles não sabem por que estão ali, só que
suprimentos são enviados pela caixa toda semana e que chega um garoto novo a
cada mês. Thomas é curioso e começa a questionar tudo, até descobrir que ao
redor do acampamento em que vivem e que chamam de Clareira, há um labirinto. A
clareira é rodeada por muros com uma altura a perder de vista e em cada uma das
quatro extremidades há uma abertura que se abre ao amanhecer e se fecha ao
anoitecer. Thomas fica aterrorizado ao descobrir que quando os muros se fecham
à noite, monstros saem para o labirinto. Apesar de não saberem qual o motivo de
estarem lá, os garotos tem esperanças de achar uma saída, por isso toda a
manhã, mandam um grupo de corredores para o labirinto, mapear e observar o
mínimo sinal que pode lhes dar uma pista de como escapar dali. Thomas não
entende por que, mas tem certeza de que foi mandado para lá para ser um
corredor e achar a saída.
Um dia depois da sua
chegada, eles recebem mais uma pessoa pela caixa, uma garota, com ela o bilhete
que diz que ela é a última. Thomas descobre que a garota se chama Teresa e que eles
têm uma conexão, o que acaba despertando a desconfiança dos outros clareanos,
pois tudo começou a mudar depois da sua chegada.
A
história é cheia de ação e mistério. Nos sentimos tão perdidos quanto Thomas
que é o narrador e protagonista da história. Quando o livro chega ao final e
descobrimos o que por trás de toda a história do labirinto, não há como não
sair correndo pra ler o próximo livro.
Livro X Filme (Spoilers)
Todo mundo já sabe que o
filme é um sucesso e que as críticas estão sendo boas. Eu sabia que mudanças
haviam sido feitas e já estava preparada para elas. Mas vamos ver as principais:
A ausência da telepatia
entre o Thomas e a Teresa: Realmente não teve isso no filme, mas foi bem
mostrada a conexão entre os dois através dos sonhos e depois das lembranças
deles.
A chuva na clareira: Eu sei
que no livro não chove, mas não acho que isso tenha feito alguma diferença no
filme.
O buraco dos verdugos:
Realmente ia ser estranho se fizessem como no livro, invisível e tal, acho que
ficou bem daquele jeito.
O código do labirinto: Eles
tinham pouco tempo para trabalhar com o labirinto no filme, então achei boa a
troca das palavras pelos números das áreas. Também foi algo que não prejudicou
a história.
A atuação dos atores: Eu
gostei da atuação de todos eles e talvez tenha faltado um pouco de ênfase na
história de cada clareano, mas é algo que pode ser trabalhado na sequência do
filme.
Resumindo, como já disse
antes, eu amei o filme e amei as mudanças. Quem está reclamando é porque não
está acostumado a assistir adaptações e não sabe diferenciar uma adaptação boa
de uma ruim.
O filme nunca será igual ao
livro, o máximo que podemos esperar é que não estraguem a história ou as suas sequências
e claro, que tenha as nossas cenas favoritas e nisso o diretor do filme, Wes
Ball, acertou em cheio!
A história é narrada em
terceira pessoa pelo Michael e se passa no futuro onde existe uma espécie de
rede social chamada VirtNet. As pessoas passam horas dentro dessa rede social
que é uma mistura da vida real e jogos de computador. Quando você está lá
dentro você pode fazer de tudo: comer, namorar, dormir e até morrer.
Michael é um hacker e ele
quer chegar no nível mais alto da VirtNet, pra isso ele contas com a ajuda de
seus amigos Sarah e Bryson para modificar o código e conseguir burlar o sistema
para chegar mais rápido ao nível avançado.
Em uma das etapas desse
jogo, ele precisa impedir uma garota de se atirar num abismo, mas ele não consegue.
Mais tarde, ele está atravessando um beco para voltar pra casa e é raptado por
um grupo de pessoas que o levam até uma sede. Lá ele descobre que essas pessoas
são da SSV, uma espécie de polícia da VirtNet e eles pedem a ajuda de Michael
para encontrar um terrorista chamado Kaine que está prendendo pessoas dentro da
VirtNet e provocando sua morte cerebral no mundo real. Caso não colabore, ele
perderá seu acesso à VirtNet e pode até ser preso.
Michael acaba aceitando a
proposta e embarca em vários perigos junto com seus amigos para encontrar
Kaine.
Ah, uma coisa importante é
que dentro desse jogo além dos seres humanos, existem seres humanos criados
pelo programa que são chamados de tangentes.
O livro é muito bom e me
lembrou Correr ou morrer, porque o James tem essa capacidade de deixar os
leitores no final do livro loucos pelo próximo. E ele te prende de uma forma
que você passa a história toda questionando o que é real e o que não é, e no
fim, acaba se surpreendendo.
Puros tinha tudo para ser
mais uma distopia como as outras, não fosse a criatividade e audácia da sua
autora.
Julianna Baggot usou como
cenário para a sua história um mundo destruído pelos efeitos de uma explosão
nuclear. Como resultado, além dos recursos necessários para a sobrevivência
humana terem sido quase extinguidos, os seres humanos acabaram mortos ou quase
isso, fundidos com coisas ou outros seres.
Os únicos que escaparam
intactos são aqueles que estavam no Domo (uma espécie de abrigo) na hora da catástrofe.
Essas pessoas são chamadas de Puros e aqueles que vivem fora dele são os
miseráveis.
A história é contada em
terceira pessoa e sob vários pontos de vista. Mas os personagens principais são
Préssia e Patridge.
Préssia vive fora do Domo,
tem a cabeça de uma boneca fundida em uma das mãos e cicatrizes de queimadura
no rosto. Vive com seu avô nos fundos de um prédio que era uma barbearia. Ela teme o dia que fará 16 anos que é a idade
em que a OBR, uma espécie de grupo revolucionário, busca os adolescentes para
aprender a lutar ou se forem incapazes, são mortos.
Nesse meio tempo, ela acaba
conhecendo Bradwell que é fundido com pássaros nas costas e se torna o melhor
amigo de Préssia.
Patridge vive no Domo e é
filho de um dos seus governantes e o homem responsável pela confecção das
bombas que destruíram a Terra. Ele não consegue se encaixar na sociedade do
Domo e após descobrir que sua mãe pode estar viva, foge para procurá-la.
É quando ele conhece
Préssia que juntamente com Bradwell, o ajuda a procurar a mãe.
Durante a leitura,
começamos a questionar quem de fato são os Puros que dão título ao livro, pois
muitos personagens da história podem ser puros por não ter nenhuma fusão no
corpo, mas suas mentes são cruéis.
A escritora não poupa
detalhes e narra minuciosamente todas as anomalias físicas dos personagens de
forma nua e crua, o que torna a história ainda mais interessante.
Mas serve para refletirmos
sobre os efeitos das armas nucleares e para não esquecermos os horrores
causados pelas bombas em Hiroshima e Nagasaki.