terça-feira, 23 de setembro de 2014

Tag - Alfabeto Literário

A Thayla postou essa tag no blog dela Meus Livros, Meu Mundo e eu roubei pra mim, hehe. A tag se chama Alfabeto Literário (ou Abecedário Literário), essa tag consiste em alguém te falar cinco letras (peguei as que ela citou) e ter que escolher um livro para cada letra dada. Artigos não contam (exemplo: A Seleção, apenas o Seleção vale). Me indicaram as seguintes letras: A, E, I, O, U.


Letra A:

Alice no país da maravilhas (Lewis Carroll)
 
 

Letra E:

A Esperança (Suzanne Collins)
 
 

Letra I:

Ilíada (Homero)
 
 
 

Letra O:

Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
 
 

Letra U:

O Uraguai (Basílio da Gama)
 
 

 

Bem não vou marcar ninguém para fazer essa tag, mas se alguém quiser fazer, pode usar as letras: C, G, M, P, T. Ok? Bjs



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Maze Runner – Correr ou Morrer (James Dashner)


Vou dividir o post em duas partes. Numa vou falar do livro sem spoilers. Na segunda, vou dar minha opinião sobre o filme, fazendo uma comparação livro x filme. Li o livro no final do ano passado e já li toda a série. Mas vou me focar apenas ao primeiro que reli para lembrar os detalhes que tinha esquecido.

 

Sobre o livro (sem spoilers):

O primeiro livro da série começa com Thomas acordando numa caixa que é uma espécie de elevador. Ele não se lembra de nada da sua vida, só sabe seu nome. Quando a caixa pára e é aberta, ele descobre que foi mandado para viver numa espécie de acampamento com outros garotos mais ou menos da sua idade. Todos com a mesma falta de memória e apenas a lembrança do primeiro nome. Eles não sabem por que estão ali, só que suprimentos são enviados pela caixa toda semana e que chega um garoto novo a cada mês. Thomas é curioso e começa a questionar tudo, até descobrir que ao redor do acampamento em que vivem e que chamam de Clareira, há um labirinto. A clareira é rodeada por muros com uma altura a perder de vista e em cada uma das quatro extremidades há uma abertura que se abre ao amanhecer e se fecha ao anoitecer. Thomas fica aterrorizado ao descobrir que quando os muros se fecham à noite, monstros saem para o labirinto. Apesar de não saberem qual o motivo de estarem lá, os garotos tem esperanças de achar uma saída, por isso toda a manhã, mandam um grupo de corredores para o labirinto, mapear e observar o mínimo sinal que pode lhes dar uma pista de como escapar dali. Thomas não entende por que, mas tem certeza de que foi mandado para lá para ser um corredor e achar a saída.

Um dia depois da sua chegada, eles recebem mais uma pessoa pela caixa, uma garota, com ela o bilhete que diz que ela é a última. Thomas descobre que a garota se chama Teresa e que eles têm uma conexão, o que acaba despertando a desconfiança dos outros clareanos, pois tudo começou a mudar depois da sua chegada.
A história é cheia de ação e mistério. Nos sentimos tão perdidos quanto Thomas que é o narrador e protagonista da história. Quando o livro chega ao final e descobrimos o que por trás de toda a história do labirinto, não há como não sair correndo pra ler o próximo livro.



Livro X Filme (Spoilers)
 

 

Todo mundo já sabe que o filme é um sucesso e que as críticas estão sendo boas. Eu sabia que mudanças haviam sido feitas e já estava preparada para elas. Mas vamos ver as principais:

A ausência da telepatia entre o Thomas e a Teresa: Realmente não teve isso no filme, mas foi bem mostrada a conexão entre os dois através dos sonhos e depois das lembranças deles.

A chuva na clareira: Eu sei que no livro não chove, mas não acho que isso tenha feito alguma diferença no filme.

O buraco dos verdugos: Realmente ia ser estranho se fizessem como no livro, invisível e tal, acho que ficou bem daquele jeito.

O código do labirinto: Eles tinham pouco tempo para trabalhar com o labirinto no filme, então achei boa a troca das palavras pelos números das áreas. Também foi algo que não prejudicou a história.

A atuação dos atores: Eu gostei da atuação de todos eles e talvez tenha faltado um pouco de ênfase na história de cada clareano, mas é algo que pode ser trabalhado na sequência do filme.

Resumindo, como já disse antes, eu amei o filme e amei as mudanças. Quem está reclamando é porque não está acostumado a assistir adaptações e não sabe diferenciar uma adaptação boa de uma ruim.

O filme nunca será igual ao livro, o máximo que podemos esperar é que não estraguem a história ou as suas sequências e claro, que tenha as nossas cenas favoritas e nisso o diretor do filme, Wes Ball, acertou em cheio!

Que venha “Prova de Fogo” dia 18/09/2015!

sábado, 13 de setembro de 2014

O Jogo Infinito (James Dashner)


 
A história é narrada em terceira pessoa pelo Michael e se passa no futuro onde existe uma espécie de rede social chamada VirtNet. As pessoas passam horas dentro dessa rede social que é uma mistura da vida real e jogos de computador. Quando você está lá dentro você pode fazer de tudo: comer, namorar, dormir e até morrer.

Michael é um hacker e ele quer chegar no nível mais alto da VirtNet, pra isso ele contas com a ajuda de seus amigos Sarah e Bryson para modificar o código e conseguir burlar o sistema para chegar mais rápido ao nível avançado.

Em uma das etapas desse jogo, ele precisa impedir uma garota de se atirar num abismo, mas ele não consegue. Mais tarde, ele está atravessando um beco para voltar pra casa e é raptado por um grupo de pessoas que o levam até uma sede. Lá ele descobre que essas pessoas são da SSV, uma espécie de polícia da VirtNet e eles pedem a ajuda de Michael para encontrar um terrorista chamado Kaine que está prendendo pessoas dentro da VirtNet e provocando sua morte cerebral no mundo real. Caso não colabore, ele perderá seu acesso à VirtNet e pode até ser preso.

Michael acaba aceitando a proposta e embarca em vários perigos junto com seus amigos para encontrar Kaine.

Ah, uma coisa importante é que dentro desse jogo além dos seres humanos, existem seres humanos criados pelo programa que são chamados de tangentes.

O livro é muito bom e me lembrou Correr ou morrer, porque o James tem essa capacidade de deixar os leitores no final do livro loucos pelo próximo. E ele te prende de uma forma que você passa a história toda questionando o que é real e o que não é, e no fim, acaba se surpreendendo.

 

 

 

 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Puros – horrores que não podem ser esquecidos


Puros tinha tudo para ser mais uma distopia como as outras, não fosse a criatividade e audácia da sua autora.
Julianna Baggot usou como cenário para a sua história um mundo destruído pelos efeitos de uma explosão nuclear. Como resultado, além dos recursos necessários para a sobrevivência humana terem sido quase extinguidos, os seres humanos acabaram mortos ou quase isso, fundidos com coisas ou outros seres.
Os únicos que escaparam intactos são aqueles que estavam no Domo (uma espécie de abrigo) na hora da catástrofe. Essas pessoas são chamadas de Puros e aqueles que vivem fora dele são os miseráveis.
A história é contada em terceira pessoa e sob vários pontos de vista. Mas os personagens principais são Préssia e Patridge.
Préssia vive fora do Domo, tem a cabeça de uma boneca fundida em uma das mãos e cicatrizes de queimadura no rosto. Vive com seu avô nos fundos de um prédio que era uma barbearia.  Ela teme o dia que fará 16 anos que é a idade em que a OBR, uma espécie de grupo revolucionário, busca os adolescentes para aprender a lutar ou se forem incapazes, são mortos.
Nesse meio tempo, ela acaba conhecendo Bradwell que é fundido com pássaros nas costas e se torna o melhor amigo de Préssia.
Patridge vive no Domo e é filho de um dos seus governantes e o homem responsável pela confecção das bombas que destruíram a Terra. Ele não consegue se encaixar na sociedade do Domo e após descobrir que sua mãe pode estar viva, foge para procurá-la.
É quando ele conhece Préssia que juntamente com Bradwell, o ajuda a procurar a mãe.
Durante a leitura, começamos a questionar quem de fato são os Puros que dão título ao livro, pois muitos personagens da história podem ser puros por não ter nenhuma fusão no corpo, mas suas mentes são cruéis.
A escritora não poupa detalhes e narra minuciosamente todas as anomalias físicas dos personagens de forma nua e crua, o que torna a história ainda mais interessante.
Mas serve para refletirmos sobre os efeitos das armas nucleares e para não esquecermos os horrores causados pelas bombas em Hiroshima e Nagasaki.